"E a literatura, mais que avenida ou praça
por onde cavalga a glória, é um monumento,
sim, de dúbia estória: granito e rima,
alegoria ao vento, lugar onde carentes
e arrogantes
cravamos nosso nome de turista:
-estive aqui, desamado,
riscando a pedra e o tempo
expondo meu sangue e nome com o coração trespassado."
2 comentários:
na romaria
do destino,
palavras
são como sino
que badala
notícias
pelo ar
de quem
chorava
de quem ria
como confete
caindo
em realidade
toda palavra é uma pedra que se dissolve no ar...
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