quinta-feira, 6 de outubro de 2011

manifesto

a pele
as linhas
as cores
inexatas
o contorno
sistemático
que te traça
no espaço
a carne
que te imprime
o passo
desenho de vias
e acessos
tecitura
de pelos
arquitetura
movediça
inteiro
indivíduo
e ainda assim
extenso planalto
de divisas
teu corpo
é um mapa
que te abre
no tempo,
manuscrito
de invisíveis
aonde debruço
telescópios
à procura

1 comentários:

Sérgio Medeiros disse...

Muito bom o poema, Beatriz!
Achei "as cores inexatas" bonito e "a carne que te imprime o passo" forte.