uma imensa solidão
me abate
entre as coxas,
deita sobre mim
com o íntimo poder de um
senhor de escravos.
ela é sempre o primeiro homem.
lágrimas vem enfileirar-se
como damas de honra
mucamas esbeltas
percorrendo o salão
e todos os homens serão sempre ela.
há qualquer coisa de fêmea
em todos.
eles
músculos irão se quebrar
como bailarinas de porcelana.
ela é o outro.
erguendo teu sexo
como o concreto de um navio
que corta o mar
é ela, senhor
antagônica criatura do teu ser
exato
a primeira
a me penetrar
Assinar:
Postar comentários (Atom)

4 comentários:
Sem fôlego, fiquei.
Uma torrente de imagens bonitas e forte.
Beatriz,
"e todos os homens serão sempre ela."
Fiquei sem palavras, assim retratada.
Forte abraço,
Anna Amorim
Oi. Tudo blz? Estive aqui dando uma olhada. Muito legal. Apareça por la. Abraços.
Postar um comentário